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CEEE-D prevê para 2022 subestação em Santa Vitória do Palmar

Estrutura contribuirá para melhor distribuição e energia na região

Divulgação -

Historicamente prejudicada por problemas relacionados ao abastecimento de energia, a cadeira produtora de arroz pode ter a vida facilitada a partir da colheita de 2022. Está prevista, para o ano que vem, a inauguração da subestação do Salso, no município. O objetivo é garantir eletricidade para produtores que, atualmente, perdem produção e equipamentos por conta da falta dela.

A subestação faz parte do pacote de três investimentos iniciais realizados pela CEEE-D após o arremate feito pela Equatorial Energia em leilão ocorrido na semana passada. Além da estrutura construída em Santa Vitória do Palmar, novas subestações serão erguidas na zona norte de Porto Alegre e em Cerro Grande do Sul, de acordo com o novo presidente da companhia, Maurício Velloso. A empresa também pretende realizar a remodelagem de outras estruturas em cidades como Osório Guaíba e Santo Antônio da Patrulha.

Ao Diário Popular, a CEEE-D não estimou com exatidão quando a nova subestação estará em funcionamento. Reiterou que a obra faz parte do plano de 100 dias proposto pelo Grupo Equatorial Energia, mas limitou-se a dizer que os trabalhos deverão ter início ainda dentro de 2021, com encerramento previsto para 2022. A capacidade será de 25 MVA, o suficiente para entregar energia para 36 mil pessoas, além de representar maior qualidade no fornecimento para a infraestrutura das indústrias de arroz da região, principalmente em Santa Vitória do Palmar e no Chuí.

Atualmente, o abastecimento da zona rural do município ocorre pela subestação do Marmeleiro, que também é responsável por suprir a zona urbana, Chuí e praias. Os meses de outubro a fevereiro, com a irrigação, e março a maio, para a colheita, costumam representar os picos de consumo da região. Nesse sentido, ao Diário Popular o produtor e conselheiro do IRGA, Márcio Silveira, explica que as dificuldades de energia da cadeira do arroz em Santa Vitória do Palmar passam pela ausência de fases, resultando em equipamentos que não funcionam, e péssima qualidade da energia fornecida.

Para ele, a subestação ajuda a equacionar o consumo e evitar gastos desnecessários decorrente de panes em aparelhos. "São eletrônicos que acabam dando muita manutenção e são equipamentos caros. Com esta variação diminui a vida deles e muitas queimas de motores e transformadores ocorrem. O mesmo vale para as unidades de secagem e armazenamento grãos", justifica. Os problemas, de acordo com ele, se estendem à bacia leiteira, "pois atrasa ordenhas ou perde ordenha, trazendo inflamação de mamas e estrago de leite nos refrigeradores."

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